Canelas do Douro 

Contos e Lendas.

Contos e Lendas.

                              CONTOS E LENDAS CANELAS.



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Há histórias e lendas que, ao longo dos tempos, foram transmitidas de pais para filhos. Em Canelas a lenda mais conhecida é a do Milagre sobre a Raiva.

Lenda do Milagre sobre a Raiva - Conta a lenda que, há muitos anos, mais especificamente em 1764, o Sr. Lourenço Teixeira Pinto Lacerda, membro da alta sociedade, foi mordido por um cão raivoso, quando andava a passear pelas suas quintas.
De início, o Sr. Lourenço não prestou muita antenção ao sucedido mas, com o passar do tempo, começou a sentir-se doente, desconhecendo qual a razão de tão altas febres. Alguns dias volvidos, o fidalgo, ao passar pelo rio Corgo, viu reflectida na água a figura de um cão, o que era um sinal certo de que estava com raiva.
Muito aflito, quando os médicos já não lhe davam muito tempo de vida, virou-se para Nossa Senhora das Candeias e implorou que lhe concedesse o milagre do o salvar daquela enfermidade. Em troca, o Sr. Lourenço comprometeu-se a fazer uma festa em sua honra, até à quinta geração, onde, a cada família, seriam oferecidos um pão bento e uma vela. Nª Senhora das Candeias concedeu-lhe essa graça e o fidalgo, juntamente com a sua família, honraram a promessa feita.
Assim que a família Lacerda, na quinta geração, acabou de cumprir a promessa, o povo de Canelas encarregou-se desta festa, que se realiza no dia 2 de Fevereiro.
Hoje, esta festa tem características muito específicas. É realizada por meninas donzelas (com idades compreendidas entre o 4 e os 8 anos) que são as mordomas. Durante o ano a família da menina (mordoma) sai pelas ruas da aldeia e, de casa em casa, vai pedir aos habitantes que contribuam com o que quiserem (dinheiro, azeite, ...). O azeite é, depois, vendido, revertendo os lucros dessa venda para a festa. Cada família recebe uma imagem de Nª Senhora das Candeias.
Na véspera do dia 2, pelas 12 horas, ocorre a benção dos cestos do pão, em forma de pássaros e pinhas. Depois da missa os pães bentos são distribuídos às famílias da aldeia.
No dia da festa uma banda de música percorre o povoado e vai buscar a mordoma, acompanhando-a à Igreja de Nª Senhora das Candeias. 
Durante a Eucaristia é feita a procissão de velas, sendo as velas benzidas para, posteriormente, serem entregues em cada casa. No final da missa, procede-se à nomeação da mordoma para a festa do ano seguinte.
Relativamente ao pão que é entregue a cada família, no momento em que é ingerido, deve rezar-se uma Avé-Maria à Virgem das Candeias, para que esta ilumine e guie durante mais um ano.
A vela é utilizada, em dias de fortes trovoadas, pelas pessoas da aldeia, que as acendem perto de uma janela, com o intuito de afastar as trovoadas.

Outra das histórias que a população de Canelas conta com mais emoção aos mais novos é a do Resgate da Imagem de Nª Senhora das Candeias. 
Conta-se que, quando havia uma procissão em Poiares (terra vizinha), era habitual cada uma das povoações, que pertencia a essa paróquia, levar os seus padroeiros para o cortejo. Por norma, os santos padroeiros entravam de costas na Igreja Matriz, mas, certa vez, os habitantes de Poiares entraram com a padroeira de Canelas (Nª Senhora das Candeias) de frente, para que esta ficasse a pertencer à Igreja de Poiares e, de lá, não a quiseram deixar sair.
O Povo de Canelas não aceitou este abuso e revoltou-se, tendo sido a chefia do resgaste entregue aos "Penetras" que, juntamente com o povo, dirigiram-se até à localidade de Poiares, armados com cobertores, armas, paus e cavalos, para poderem recuperar a sua padroeira.
Enquanto os povos de Canelas e de Poiares lutavam entre si, os "Penetras" entraram com um cavalo na Igreja e foram buscar a Nª Senhora das Candeias, a qual, embrulhada nos cobertores, regressou a Canelas.
A partir desta data, a imagem da padroeira desta freguesia não voltou a sair de Canelas para participar em tais cortejos.

Matar o Bicho - É uma expressão popular que significa ingerir uma bebida alcoólica, logo pela manhã, com o pretexto de apanhar o bicho que pode existir ainda no organismo em jejum.
É uma lenda vinda de França. Conta-se que em 1519 morreu um Senhora, mulher de um servidor do Rei, de morte repentina. Foi autopsiado o cadáver e encontraram um bicho (verme) ainda vivo que só morreu depois de ser colocado num pão molhado em vinho. Daí por diante, os amigos de bebidas alcoólicas, passaram a matar o bicho em jejum, com um pouco de bebida mas, muitas vezes, sem pão.

Origem do nome Canelas -O passada da povoação de Canelas provém de uma Fortaleza Romana, da qual foram encontrados vestígios no Lugar da Fonte do Milho.

O nome da povoação seguindo algumas “lendas”, provém deste Lugar.

Tudo começou com o próprio lugar, que tem visibilidade sobre o Rio Douro, permitindo aos romanos avistarem os seus inimigos. Depois de vistos eram feitos prisioneiros e, a tortura que lhes cabia em sorte, era serem-lhe cortadas as canelas. Daí advém o nome “Canelas”.


Fonte;EB1 de Canelas.

Para mais informaçoes sobre Canelas visite; http://freg-canelas.pt

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